
Um documentário exibido por um canal alternativo de TV, esta semana, prendeu a minha atenção. O tema: O Brasil de 2100 (exatamente). A pergunta clássica: como será? Os entrevistados eram, basicamente, gente da intelectualidade, líderes políticos, pensadores etc. Quase todos, praticamente, com uma visão profundamente pessimista com o futuro distante – mas nem tanto – do país. Era como se ignorassem o noticiário televisivo diário, que mostra o Brasil a caminho do sucesso.
A filósofa Márcia Tiburi, figurinha fácil na mídia, disse, por exemplo, que “viveremos uma nova barbárie”, se chegarmos até lá. Não foram muito diferentes os pronunciamentos dos demais entrevistados. Nem mesmo o sofisticado economista Eduardo Giannetti demonstrou maior confiança no “Brasil grande e justo”.
O único de convicções inabaláveis foi o líder nacional do MST, João Pedro Stedile, num discurso que pareceu ter maior relação com a fé do que com a realidade: “Seremos um novo país, com o fim do capitalismo”. Cada um acredita naquilo que lhe mais apetecível.
O questionamento que me ficou repasso aos poucos leitores deste blog:
-O conhecimento é inimigo do otimismo e, por extensão, nos leva a uma visão mais pessimista do mundo?
-A consciência crítica nacional e o noticiário televisivo (principalmente este) habitam universos distintos?
São apenas indagações, mas, aos poucos, é possível firmar algumas posições. Se o ceticismo é necessário, o pessimismo termina por ser um aprendizado; e se isso não nos imobiliza, ou não nos leva para o caminho do cinismo, pode ser muito mais útil ao Brasil do que o discurso bobo que enxerga uma linha reta para o paraíso na Terra.
Ricardo,
na minha opinião o mundo com cada vez mais gente vai se tornar insustentável. Algo tem que ser feito. Não tem mais florestas para onde ir. O calor nessa semana bateu recordes em Maceió, enquanto morre gente congelada na Europa e São Paulo afunda na chuva. Acho que tá pior. 8 Bilhões de pessoas serão 20 bilhões em 2100? Em que condições. Sei lá. Tem algo errado com isso!
Concordo com o pensamento da filósofa márcia Tiburi pois temos visto uma juventude desintereçada em questões que envolvem a sociedade como um todo e cada vez mais envolvida em questões capitalistas como o consumismo desenfreado e a alienação por internet de simples bate papo, pois a juventude é o espelho do futuro de uma nação,não sou a verdade mas é o que estamos vendo.
Se continuar como está, em 2100 estaremos com apenas 200.000 mortes/ano por violência, sendo 120.000 de Jovens, 100.000.000 de brasileiros passando fome e nossa população com 636.000.000 de habitantes. Com relação ao pagamento de Juros estaremos pagando com certeza + de R$ 500 Bilhões/ano!!! E com Segurança será gasto R$ 30 bilhões, no Combate a Fome R$ 50 bilhões, na Educação R$ 160 bilhões e na Saúde R$ 190 bilhões.
Quem viver verá!
Infelizmente as perspectivas não são boas mesmo. As crianças “bem nascidas” serão em sua maioria os corruptos de amanhã e as pobres, as vítimas. O Brasil está afundando, ao contrário do que prega Lula; o Judiciário, com raras excessões, participa da farra da corrupção; a imprensa silencia escandalosamente e mostra apenas o que não desagrada aos poderosos, afinal, a quem pertencem os principais meios de comunicação brasil a fora? Querem mais? Se você é alagoano e acha que tudo está bem, ou “mama” na corrupção ou é um idiota…
O Brasil caminha para uma derrocada de valores. Por isso que aquele ator americano pensou que o Brasil só conquistou a olimpiada porque usou prostitutas e cocaina. Big Broad taí. Um País de miseraveis, com propaganda alemã! e tome bolsa! depois é só rodar a “bolsinha” e culpar a sociedade.
Em vários momentos de nossa vida, nos deparamos com colocações das mais diversas: – Veja o lado positivo das coisas; – Seja otimista; – Vamos pensar positivo para atrair (O Segredo)… e por aí vai. Acredito que a palavra chave que norteia o procedimento da maioria das pessoas é “conveniência”. Aquilo que é conveniente para mim é a bandeira que levanto, não importando se prejudica o próximo ou a coletividade. Esta maioria não está preocupada com o futuro, quer o agora e de preferência “o seu” (mesmo não sendo seu).
Sabemos que a realidade de grande parte dos “filhos da exclusão” é degradante,que as políticas assistencialistas e eleitoreiras instaladas historicamente em nosso país não têm sido eficaz,no entanto,não é ser pessimista,não acreditar em tais melhoras sociais futuras,em tal paraíso,também não podemos atribuir a fome planetária ao crescimento populacional,pois o mundo produz alimento para todos,porém há mal distribuição,pois o capitalismo(consumismo) têm tornado o planeta insustentável.
Caro Ricardo,
Primeiramente, seja bem vindo neste seu tão esperado retorno! Não que o conhecimento leve, por si só, a um sentimento de pessimismo com o futuro do Brasil individualmente considerado. Não! O conhecimento nos leva a desenvolver um certo pessimismo com o futura da própria humanidade, quando lembramos, por exemplo, a destruição dos recursos naturais do planeta(biodiverssidade) para sustentar o atual modelo de satisfação das necessidades(criadas ou inventadas) humanas.
Quanto à segunda indagação, acho que hoje, com o advento da internet, a conciência crítica nacional está mais dissociada das opiniões publicadas da grande mídia. Que bom que que chegamos a esta realidade! Sabemos bem a quem serve os principais veículos de comunicações do país.
No mais, se é que entendi bem suas colocações, não vejo no notíciário da grande mídia notícias alentadoras quanto ao futuro do Brasil. Longe disso.
Um forte abraço!
ps: Eduardo Gia
Acho que o futuro para 2100 realmente é antagônico ao otimismo, será que existiremos até lá? Mais nosssos descendentes sofrerão as consequencias do que nós e os políticos que escolhemos fazem do hoje: desmatamento, queimadas, morte por fome – esta é a mais absurda, considerando que o nosso país é um dos mais extensos do mundo.
Portanto, se considerarmos todo o mundo… caos total… nem sei se o planeta terra terá sobrevivido a todo esse caos do hoje! E sobrevivendo… não será dos melhores…
A evolução humana apregoa que viemos da barbárie quando ainda éramos primatas, as evoluções foram acontecendo mas nunca nos desvencilhamos de nossa essência bárbara, quando reagimos a algo. Os tempos históricos são cíclicos, portanto pode ser que em 2100, como alegam alguns estudiosos que vivamos na primitividade novamente. Eu particularmente não comungo dessa hipótese, pois somos um apanhado de experiências, as usamos em nosso benefício, no afã de progredir, sendo assim, avançaremos bastante daqui para lá, o país e o mundo viverão outros patamares de realidade e virtualidade, e certamente seremos considerados por esta nova geração ou espécie, de primitivos, tanto quanto achamos as anteriores a nós. O conhecimento é o choque da realidade, a metáfora da caverna ilustra muito bem isso, mas é preciso tomarmos consciência do que há a nossa volta, não para lamentarmos e ficarmos inerte ante o pessimismo, mas para acharmos soluções,construir um mundo coletivo melhor. Não um mundo idílico, poético, mas um mundo onde todos tenham oportunidade de ouvir e ser ouvido, de participar, de atuar no processo evolutivo. Espero que até 2100 tenhamos alcançado esse objetivo.
Ricardo, a Márcia está certa no seu pensamento, as políticas populistas levarão a isso, sem um controle de natalidade o bicho pega, veja, a partir da classe média, já há o controle automático das famílias, para baixo há uma progressão geométrica de natalidade, principalmente agora para receber o bolsa família,enquanto mais filho, mais recebe e menos interesse tem de trabalhar. Como serão essas crianças? Qual a educação que receberão? Já há amostras grátis desse desequilíbrio.Para os políticos populistas, demagogos, etc.,é mandato eterno e o povo que se dane. Há um ditado do matuto que diz, eu e meu cavalo de barriga cheia, o resto que se …
Desde os tempos de piá que escuto as pessoas dizerem: “O Brasil é o país do futuro”. Tal frase já foi tema de música, objeto de teses e até título de livro. O escritor austríaco Stefan Zweig, por exemplo, fugindo do nazismo na Europa cometeu suicídio em Petrópolis seis meses após lançar sua obra mais controversa: “Brasil, país do futuro”. (Quero crer que a causa do seu suicídio não tenha sido o título do livro).
Já fui mais otimista em relação ao futuro do Brasil. Hoje, em razão de constatar que programas como BBB pautam não só as conversas do “povão”, mas, também, de parcela siguinificativa da classe média ( e a história tem demonstrado que é a classe média a responsável pelas mudanças, revoluções etc) sou bastante cético em relação ao futuro do Brasil. Até porque entendo que, no fundo, a intenção do ceticismo é a de apontar a relatividade das coisas. Ou seja, nenhum conhecimento está livre de refutação (pode não ser uma verdade absoluta. Aliás, difícil é existir uma verdade absoluta). Desse modo, tanto no ceticismo filosófico, quanto no cietífico, a finalidade do ceticismo é mostrar que existem outras possibilidades.
Portanto, creio que não podemos descartar essa visão pessimista que ignora o noticiário televisivo diário onde se mostra apenas o Brasil a caminho do sucesso.
Nem chôro nem serpentina.
O planeta, vide, terremotos, maremotos, cheias e cataclismos em geral, sempre encontra um jeito de delimitar seu numero máximo de “hopedeiros”.
Quando tudo ficar mais excasso a civilização por força da situação diminuirá até achar um equilíbrio mais lógico.
Quanto ao futuro do Brasil há momentos que observo com tristeza os aconteceimentos da nossa Nação mas mesmo assim uma luzinha de otimismo alimentada por fé me diz que algo alviçareiro avança pela penumbra do subdesenvolvimento. Aliás, como não ser um tanto pessimista tendo como solo natal Alagoas de tantos marechais e coroneis?
Quanto a temperatura do planeta, dá uma olhada no que diz o Prof. Molion aqui da UFAL, voces vão se assustar.
Sim e Sim, meu caro Ricardo. “Brasil grande e justo” é mera retórica, coisa típica do ministro da propaganda, tupiniquim, da cambada (PTralhada, em particular) que diz ter redemocratizado nosso Brazilzão. Na verdade eles, institucionalizaram e banalizaram a currupção; somos uma Nação sem futuro promissor …
É, meu amigo. Isso rende muitas horas de boa conversa.
O papel dos noticiários e sua influência no mundo real merece ser discutido.
Em 1970, eramos 90 milhões de brasileiros, 40 anos depois, já somos mais de 260 milhões; observando que as políticas públicas, pincipalmente deste governo “aloprado”, incentiva a ociosidade e procriação, não será preciso ser profeta para vaticinar que daqui há 40 anos esse país se transformará num Haiti, pois seremos quase 1 bilhão de habitantes (aqui inclusos os imigrantes também). As demandas sociais têm crescido em uma PG e aquilo que o Estado pode oferecer cresce (e quando cresce) numa PA, portanto, essa conta nunca vai fechar. Isso não é uma questão pessimista, e sim, de pura e simples aritimética, o resto, é só balela.
Um bom veio para se degustar é a natureza, a vocação humana e um outro é algo como a entropia
Ricardo, sou sua fã, pela sua competência e intelectualidade, sempre que dá, o ouço até às 12:10, e estendo essas práticas ao meu último filho de 18 anos , no entanto, pouco vejo seu interesse, mesmo cursando o terceiro período de Direito…E a minha maior decepção foi: – Quando ele me disse que se estivesse na política, faria as mesmas coisas que têm visto ( aí pensei que só ele podia estar errado) então, conversando com um Delegado da Polícia Federal (sério) e sua esposa, ela comentou, que certo dia o tal Delegado, perguntou para o seu filho o que ele tinha aprendido na aula de Direito, e então, ele disse – Aprendi como se abre uma empresa com laranjas; que o Juiz não pode prender pela madrugada etc…e o Delegado indignado, deveras, disse – Pois, eu prendo você a qualquer hora. Isto acontece, porquê, o que é certo é errado e o errado é certo…Portanto, observo, que são as atitudes que falam mais alto e essa geração só tem aprendido o que não presta… dentro da minha casa o mesmo foi criado acompanhando minha crença na mudança que faríamos através da política de esquerda…juntamente com as poucas pessoas, que sobram de bem, mas não podem fazer muita coisa , pois tudo está muito perdido…Daí, procurei superar minhas frustrações , buscando DEUS, que não nos decepciona e pelo cumprimento de Sua Palavra a tendência é piorar as coisas, não obstante a economia , a ciência se multiplicar, mas o ser humano está sem direção, pois o seu foco tem sido outro, infelizmente…
Norberto Bobbio, um expoente do pensamento moderado, nos diz em A Era dos Direitos que a humanidade enfrenta três riscos: aumento populacional, crise ambiental e corrida armamentista. Certamente outros riscos estão postos. Só precisamos ter consciência e agir para evitar o pior. Não temos feito o que devemos fazer, é certo. Mas é certo também que temos consciência cada vez maior dos riscos e da necessidade de agir. O que é, em alguma medida, algo animador.
Quero estar com Stedile, não por uma razão metafísica de fé, mas por uma opção utópica, sem a ilusão iluminista de que o futuro será necessariamente melhor do que o presente.
Acredito num futuro melhor, mas não no paraíso. Podemos parar a corrida armamentista, reduzir a degradação ambiental, conter o aumento populacional a níveis toleráveis, distribuir melhor as riquezas, combater a violência e toda forma de intolerância, enfim, somos e seremos capazes de corrigir os males que criamos. Só isso.
Cícero Albuquerque
Atenção , atenção para minhas profecias para 2100…(primeira parte)
Presidente da República de Brargentina:Nestor Kichner da silva neto
Presidente do Senado : o Argentino Brasileiro-José sarney IV – a missão
Governador de Alagoas :Antonio albuquerque ferro beltrão(Fruto do casamento de famíias tradicionais)
Ricardo,
Podemos deduzir que a maioria dos que postaram seus comentários pertencem a chamada “classe média”, e como tal é espantosa a desinformação entre eles. Se reclamam dos mais jovens, não olham para si. Destilam preconceito em grande parte do que escrevem e total desconhecimento dos números deste Brasil (ou alguém duvida do IBGE, até hoje um dos mais respeitados institutos de pesquisa?). Chegamos ao cúmulo de um missivista informar que somos mais de 240 milhões de brasileiros, quando o último censo aponta para pouco mais de 190 milhões. Todos os indicadores apontam para queda da natalidade, mesmo entre os mais pobres. Mais de 20 milhões saíram da faixa da pobreza e passaram a classe média (que horror para os que se orgulham de pertencé-la), graças a uma ainda tímida redistribuição de renda, que programas como Bolsa-Família (leiam o que diz o Professor Cícero Péricles a respeito), a recuperação do salário-mínimo, além do crescimento do mercado interno. Na educação temos o aumento do número de escolas técnicas e campus universitários. Temos muito ainda fazer e corrigir. Podem me chamar de otimista ou Pró-Lula, não importa, mas sonhei em minha juventude um dia ver deputado, juiz ou prefeito corrupto sendo algemado, e posso dizer de alma lavada aos meus filhos: o Brasil está mudando e vocês não permitam retrocessos, como clamam muitos dos que fazem parte de tal “classe média”.
Vou deixar o ceticismo, pessimismo ou otimismo de lado e dar a minha opinião sincera, realista. O Brasil de 2100 somente será diferente do atual, se a educação pública passar a ser VERDADEIRAMENTE, NA PRÁTICA, a prioridade nº 1.
E isto somente ocorrerá quando estiver à frente do governo federal um político que seja um líder verdadeiro e eficaz. Uma pessoa visionária e que tenha real compromisso com o futuro do país e não apenas com o poder.
Um líder de verdade e não um pseudo-líder é aquele que identifica o que é mais importante, tem visão de futuro, foco, inspira os seus liderados, participa da elaboração e execução do plano estratégico de governo e dá exemplos éticos.
O fato de alguém estar no poder não significa que seja um líder autêntico. É um chefe político, mas líder do ponto de vista da ciência é outra coisa.
EDINALDO MARQUES
Professor da Ufal e Consultor
http://www.blogdoprofessoredinaldo.blogspot.com
Meu caro Ricardo, com essas políticas assistencialistas, o sinismo dos políticos, e com às instituições falidas moralmente, é até temeroso se pensar no Brasil daqui a vinte anos, imagine, daqui a 2l00. Não tem jeito, a safadeza esta institucionalisada no país, e não adianta pedir que o povão vote conscientemente para mudar o que está aí, porque para eles, (o povão), o que importa é viver sem trabalhar, sem produzir, recebendo as esmolas do Governo, e podem crer, o novo presidente não terá coragem de tirar o Bolsa Família, o sistema de compra de votos oficializado pelo Lula, e nem terá coragem de usando a lei, dar um basta nesses fora da lei do MST, que hoje é vergonhosamente patrocinado pelo governo do PT. O futuro para o Brasil é trágico. Digo isso com tristeza, pois com tantas belezas naturais, poderíamos ter um destino melhor. E para encerrar: O que mudou, e o que melhorou no Brasil nesses últimos vinte anos? Quais são às notícias mais frequentes nesse período?