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30/04/2010 Será o fim do azul x encarnado?

É claro que ainda não há uma definição oficial sobre os nomes que vão disputar o governo do Estado, em outubro. Mas o quadro que se apresenta no momento – Vilela, Lessa e Collor – pode decretar o fim de uma tradição na política alagoana iniciada em 1982 : azul x encarnado. 

Nunca houve, desde então, uma terceira candidatura que se firmasse na disputa impedindo a polarização. Naquele ano, ainda nos últimos estertores da ditadura militar, o advogado José Costa, do PMDB, enfrentou Divaldo Suruagy, da Arena. O oposicionista foi superado pelo casuísmo – em 28 municípios ele não pode ser votado, de acordo com a legislação vigente. 

Quatro anos depois, Collor venceu Guilherme Palmeira, numa eleição acirrada, disputada voto a voto. Em 1990 foi a vez de Renan Calheiros ser vítima de uma das maiores fraudes eleitorais da história de Alagoas, perdendo a cadeira de governador para Geraldo Bulhões. 

Em 1994, Divaldo Suruagy conquistou a maior votação já alcançada por um governador eleito em Alagoas: mais de 80% dos sufrágios – não teve, praticamente, adversário. 

Na eleição seguinte, mesmo com o governo na mão, Mano Gomes de Barros foi batido por Ronaldo Lessa, que derrotou Collor, quatro anos depois, numa eleição que,  de início, parecia perdida. 

Em 2006, o então senador Téo Vilela, transformado no candidato Teotônio Vilela Filho, virou a disputa com JL, impondo-lhe uma diferença de mais de trezentos mil votos.

Mas todos os pleitos, desde 1982, foram plebiscitários. Só com um exercício de memória – ou uma pesquisa histórica – é possível lembrar dos outros nomes que se envolveram, sem sucesso, nas disputas locais pelo governo do Estado.

Num arredondamento possível, hoje, Lessa, Vilela e Collor teriam cerca de 30% dos votos, cada um, considerando o que restou de lógica em disputas eleitorais. Até outubro ainda há muito para acontecer – até mesmo o fim do pastoril alagoano.

Postado às 20:15, Ricardo Mota 34 comentários postado em Geral |
30/04/2010 Collor se irrita com Lessa por chamá-lo de “força do atraso”

O senador Fernando Collor não gostou nada de ser tratado de “força do atraso” pelo ex-governador Ronaldo Lessa. O pré-candidato do chapão ao Palácio República dos Palmares afirmou que se sentia mais à vontade disputa sem a presença de Collor no mesmo palanque. Teria dito, então, que enfrentaria “as forças do atraso (Collor)  e o candidato dos usineiros (Vilela)”.

De Brasília, o senador do PTB  manifestou sua irritação com as declarações de Lessa, e até insinuou o nome do empresário JL para disputar o Senado contra seu (ex?) aliado Renan Calheiros – que teria anunciado que vai  ficar com Lessa. Ou seja: tem troco.

Postado às 16:33, Ricardo Mota 52 comentários postado em Geral |
30/04/2010 Lessa sobre Collor:”Vão ser três candidatos, vai ter mais emoção”

O anúncio, ainda não oficial, da candidatura do senador Fernando Collor ao governo do Estado, praticamente desmancha ao chapão, a maior aliança político-eleitoral da História “desse país”.

E mais: a ex-ministra Dilma Rousseff ficará com dois palanques em Alagoas. É claro, se o ex-governador Ronaldo Lessa mantiver a candidatura dele ao Palácio República dos Palmares.

E ele, Lessa? Disse ao jornal Folha de S. Paulo que vai se manter na disputa. E falou sobre o lançamento do nome do senador na corrida pelo governo de Alagoas: “É um direito dele. Vão ser três candidatos, vai ter mais emoção”.

Eis o busílis a ser encarado pelo natimorto chapão.

Defecções?

O senador Renan Calheiros, líder do PMDB, também afirma que se mantém com Lessa. Há de ter um desconto na anunciada posição do poderoso senador: ele ainda acredita que o ex-governador possa retomar o projeto de disputar o Senado Federal – motivo maior, aliás, para que nascesse o chapão.

Há, também, a pressão do Palácio do Planalto para que Collor não seja o comandante – ao lado de Calheiros – do palanque de Dilma Rousseff em Alagoas. Ficaria pesado demais e traria reflexos na disputa em todo o país.

A aliança Dilma-Collor-Calheiros teria – ou terá – grande impacto na campanha da candidata petista. O que preocupa os lulistas já que a disputa com José Serra promete ser acirrada, voto a voto. A transferência de popularidade de Lula para a sua candidata não é automática, assim mostram as pesquisas.

Em campo

Em território alagoano, os soldados colloridos já estão no campo de batalha. Cícero Ferro, um dos porta-vozes do ex-presidente, já conversa com líderes políticos de todo o estado preparando o lançamento da candidatura de Collor ao governo.

O também deputado João Beltrão, que pode ter o irmão, Joaquim – hoje deputado federal – como candidato a vice, já vem se articulando com prefeitos e vereadores aliados.

Há dificuldades, é claro, mas que não lhe parecem intransponíveis. Por exemplo: Toninho Lins, prefeito de Rio Largo, já disse a JB da sua dificuldade em apoiar o ex-presidente, de quem é inimigo declarado. Mas Beltrão aposta que é só uma questão de tempo.

De saída…

E será que o senador Fernando Collor vai ficar isolado na disputa? Não parece ser o caso.

Por exemplo: o seu PTB, de saída, já ganha o tempo de TV do PMN, partido de Ferro e Dudu Holanda, ambos muito ligados a ele. Presidido pelo deputado federal Francisco Tenório, o PMN ainda tem como forte candidato à Assembleia o vereador Cabo Luiz Pedro, que mesmo que venha a ser preso não fica impedido de entrar na disputa. A lei não proíbe a quem responde por homicídio de ser candidato. E se não é proibido, permitido é.

Um sertão de votos

E que ninguém duvide: o senador do PTB terá o apoio da ampla maioria dos deputados estaduais com mandato. Pode, ainda, ganhar a adesão da família Damasceno de Freitas, a mais forte, hoje, do Sertão – comandada pelo seu líder maior, desembargador Washington Luiz. O magistrado ainda não bateu o martelo para definir o lado em que estará o clã, nas eleições deste ano (Inácio de Loyola, candidato tucano à Assembleiaa, diz que fica com Vilela). Com um detalhe: a família cresceu, e além do prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus, agora tem, também, o deputado Antônio Albuquerque.

Quanto aos possíveis problemas internos, no PTB, Collor não deve enfrentar maiores resistências. Ele sabe o poder que tem, e escolhe o melhor momento para usá-lo.

Papelão

A Assembleia Legislativa aumentou o seu duodécimo, mas não reduziu seus problemas com dinheiro. Por lá, continua faltando de tudo, inclusive o velho e imprescindível papel higiênico. Se a ducha parar de funcionar ….

Postado às 12:43, Ricardo Mota 42 comentários postado em Geral |
30/04/2010 Orçamento 2010: parecer da PGE diz que texto em vigor é “ilegal e inconstitucional”

O texto do orçamento do Estado para 2010, aprovado pela Assembleia Legislativa, é ilegal e inconstitucional. Esta é a conclusão da comissão da PGE, criada exclusivamente para analisar a matéria. 

O parecer foi entregue esta semana ao procurador-geral Mário Jorge Uchôa, apontando as alternativas legais a que o governador Teotônio Vilela Filho pode recorrer. Segundo Uchôa, o melhor caminho é uma Ação Civil Pública a ser encaminhada a uma das Varas da Fazenda Estadual – com pedido de liminar para suspender, de imediato, o aumento dos duodécimos da Assembleia, do Tribunal de Contas e do Ministério Público Estadual. 

O procurador-geral disse que o orçamento, com as modificações feitas pelos deputados, “desrespeita a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual”, ambos aprovados pela própria Casa de Tavares Bastos. A Ação Civil Pública, neste caso, é o meio mais rápido para que o Executivo consiga suspender os aumentos concedidos pelos parlamentares aos duodécimos da Assembleia, do TC e do MP. 

A outra alternativa seria uma Ação Direta de Inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal, onde o tema ainda é polêmico, e o resultado do julgamento só deveria ocorrer no final do ano – ou seja, quando “Inês já for morta”.

E a Lei de Responsabilidade Fiscal? Uchôa explicou que só ao final da execução do orçamento é que se poderá concluir pelo desrespeito ou não à LRF: “Esta deve ser uma ação do Ministério Público Estadual”.

O parecer será encaminhado hoje ao Gabinete Civil do Palácio República dos Palmares. A decisão final sobre o tema caberá ao governador Teotônio Vilela Filho.

Postado às 10:15, Ricardo Mota 3 comentários postado em Geral |
29/04/2010 Juiz quer saber quanto custou e quem pagou comerciais da CUT na TV

O juiz federal Raimundo Campos encaminhou ofício à TV Gazeta para saber todos os detalhes sobre as inserções comerciais da CUT que criticavam o governo do Estado, suspensas por ordem do TRE. 

Ele atendeu, liminarmente, a outra Ação proposta pelo PSDB, através do advogado Adriano Soares. É detalhada a solicitação do magistrado, um dos responsáveis pela propaganda eleitoral junto ao Tribunal Regional Eleioral:

-Quantas inserções foram feitas?

-Em quais horários foram exibidos os comerciais?

-Qual o custo total do pacote de inserções?

-Quem fez a contratação?

-Qual a forma de pagamento?

-Qual a agência que produziu a peça comercial?

Ele ainda pede que sejam enviados os documentos referentes à transação comercial entre a emissora e a Central Única dos Trabalhadores (notas fiscais, contratos etc).

Com base na documentação a ser entregue pela empresa de comunicação, o magistrado, segundo sua decisão, vai solicitar as mesmas informações à agência publicitária responsável pela produção do comercial.

Postado às 17:37, Ricardo Mota 25 comentários postado em Geral |
29/04/2010 Polícia investiga Cabo Luiz Pedro por outro assassinato

 

O vereador Cabo Luiz Pedro pode ter mais ter mais problemas com a polícia e com a Justiça, em breve. 

Ele está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios por mais um assassinato. A vítima foi da comerciante Sônia de Marques Vasconcelos, de 62 anos, morta em primeiro de março deste ano. 

Mãe de um dos pistoleiros que mataram Carlos Roberto dos Santos, ela foi executada dentro de casa, no Conjunto João Sampaio 2 – região do Benedito Bentes. O crime teria acontecido por vingança. 

O filho dela, Rogério, está fora do estado. Beneficiado pela delação premiada, ele apontou os nomes de todos os envolvidos na morte de Carlos Roberto, em agosto de 2004 – incluindo o vereador. 

Segundo o depoimento prestado por uma testemunha do assassinato da comerciante, um dos pistoleiros, no momento do crime, perguntou se ela era mãe do rapaz. Ela disse que sim e foi alvejada em seguida. O assassino teria acrescentado: “Esta é uma encomenda para o seu filho”.

Com base no que já foi apurado no inquérito, ainda em curso, a direção da Polícia Civil encaminhou, agora há pouco, um pedido ao desembargador Orlando Manso: para que seja mantido o mandado de prisão contra o Cabo Luiz Pedro. Solto, avalia o delegado Marcílio Barenco, ele poderia atrapalhar as investigações do assassinato de Sônia de Marques Vasconcelos.

O vereador, licenciado da Câmara Municipal de Maceió por  120 dias, continua foragido.

Postado às 12:43, Ricardo Mota 25 comentários postado em Geral |
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