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31/10/2011 Sete pessoas participaram do assassinato do vereador Luiz Ferreira, diz relatório da Polícia Civil

A execução do plano para matar o vereador Luiz Ferreira, de Anadia, foi decidida em reunião ocorrida em Arapiraca, ainda no mês de agosto, segundo apuraram os delegados Ana Luiza Nogueira, Kelmman Vieira e Maurício Henrique Duarte, responsáveis pelas investigações.

Uma testemunha – que espera ingressar no Provita, Programa de Proteção de Testemunha do Ministério da Justiça – relatou que, neste encontro em Arapiraca, estavam presentes, entre outros, o policial militar Cláudio Magalhães e Wallemberb Wanderson Torres Silva, que está foragido.

Eles compõem o que a Polícia Civil denominou de “núcleo de Arapiraca”, um dos braços da quadrilha que teria assassinado o vereador.

Há um outro grupo, denominado de “núcleo de São Miguel dos Campos”, que é composto pelo vigia Adeilton Ferreira, preso na sexta-feira passada e mais duas outras pessoas, que estão foragidas – embora já tenham a prisão decretada.

No total, sete pessoas, incluindo os mandantes, são acusadas pela PC no covarde homicídio.

A articulação 

Foram mais de 50 dias de investigação, com ênfase na busca de provas técnicas, notadamente as que se basearam na análise detalhada do “tráfico de ERBS’ – a localização de celulares, nos dias e horas que antecederam o crime, principalmente.

Foi assim, que os delegados chegaram a um chip de celular que o marido da prefeita, Alessander Leal, teria utilizado nos dias que imediatamente anteriores à execução do assassinato – de 30 de agosto a 2 de setembro –, com o qual fez contatos (quase que exclusivamente) com os demais integrantes do grupo e, também, com a mulher dele, a prefeita Sânia Tereza.

O chip não está no nome dele, Alessander Leal – foi adquirido em nome de outra pessoa, da família da prefeita (que não é suspeita de fazer parte do grupo).

Aliás, ele não teria sido o único a agir assim. O vigia Adeilton Ferreira também utilizou um chip de celular comprado em nome de outra pessoa, com quem não tem qualquer relação, segundo apurou a polícia.

No caso de Wallemberb Wanderson Torres Silva, que conseguiu fugir, também um chip de celular foi decisivo para que a polícia concluísse que ele teve participação direta no crime.

Detalhe fundamental: o chip foi apreendido na casa dele, em Arapiraca, na semana passada.

O rastreamento do celular do acusado demonstrou que ele se dirigiu de Arapiraca a Maribondo, no horário do crime.  A polícia está convencida de que foi Wallemberg Wanderson  quem seguiu o vereador Luiz Ferreira até o local –  a rodovia – em que ele foi executado.

O vasto relatório dos delegados mostra o cruzamento das ligações entre todos os envolvidos no crime nos dias que antecederam a morte de Luiz Ferreira e até, praticamente, o momento em que o fato trágico aconteceu.

Há detalhes também considerados fundamentais para a conclusão dos delegados quanto ao envolvimento do casal Sânia Tereza-Alessander Leal no assassinato (além dos contatos telefônicos entre eles e com os acusados de serem os autores materiais). 

Nos longos depoimentos prestados por ambos há, de acordo com delegados, contradições importantes. Por exemplo: a negativa da prefeita de que tivesse conversado com Cláudio Magalhães – o pm – dias antes do crime. Entretanto, o chip do celular dela foi localizado na mesma área em que mora o policial, em Arapiraca, na véspera do assassinato.

Esta é primeira fase. 

Seguem: a análise do Ministério Público Estadual e, na seqüência, a posição da Justiça, pela pronúncia ou não dos acusados.

É tudo, em verdade, uma história lamentável, que vitimou um personagem conhecido pelas qualidades profissionais e humanas.

A motivação – a se confirmar a investigação policial – não podia ser mais torpe: política.

 

Postado às 12:50, Ricardo Mota 35 comentários postado em Geral |
31/10/2011 Além da prefeita de Anadia, mais seis têm preventiva decretada pela Justiça

O Tribunal de Justiça já decretou a prisão preventiva da prefeita de Anadia, Sânia Tereza, acusada de ser mandante do assassinato do vereador Luiz Ferreira, crime ocorrido em 3 de setembro. 

A decisão foi da desembargadora Nelma Padilha, que está no plantão do Judiciário (em recesso até a próxima quarta-feira). Os delegados Ana Luiza Nogueira, Kelmman Vieira e Maurício Henrique Duarte concluíram o relatório do inquérito policial que apurou homicídio, apontando a prefeita como uma das mandantes.

Sânia Tereza, o marido dela, Alessander Leal, e o policial militar Cláudio Magalhães estão detidos desde o dia doze de setembro.

Na sexta-feira, também foi preso o vigilante Adeilton Ferreira, acusado de participação direta no crime.

Atualizando:

A decisão sobre a preventiva dos demais acusados ficou a cargo da 17ª Vara Criminal da Capital (que atua nos casos envolvendo o crime organizado), que já decidiu pela preventiva de:

- Alessander Ferreira Leal

- Cláudio Magalhães

- Wallemberg Wanderson Torres Ilva

- Adeilton Ferreira (Dal)

- E mais duas pessoas, que ainda estão sendo procuradas pela polícia.

Postado às 12:10, Ricardo Mota 5 comentários postado em Geral |
31/10/2011 “Sobra de caixa” no TC deve passsar de R$ 1 milhão

A “sobra de caixa” do TC, já a partir deste mês, pode ultrapassar R$ 1 milhão. É o “resultado” da Operação Rodoleiro. Para se ter uma idéia, o duodécimo do TC, este ano é de R$ 58.480.000,00. 

O detalhe fundamental: o repasse ao TC, em 2012, deve subir para R$ 64.480.000,00, de acordo com o Projeto de Orçamento que tramita na Assembleia Legislativa. 

Um aumento de mais de 10%. Pode?

Postado às 10:07, Ricardo Mota 32 comentários postado em Geral |
31/10/2011 Dinheiro dos rodoleiros é estadual – Receita possibilitou investigação da PF

Foram as fraudes contra a Receita Federal que levaram a PF, em abril de2009, ainiciar a investigação sobre o desvio de recursos públicos no Tribunal de Contas do Estado. 

Entretanto, como esclarece um integrante da instituição em Alagoas, cerca de 90% do dinheiro que “sumiu” tem origem nos cofres públicos estaduais: Ou seja: era parte do duodécimo do TC, repassado, a cada mês, pela Fazenda Estadual. Sejam R$ 30 milhões ou R$ 100 milhões (a estimativa), os recursos saíram do bolso do contribuinte alagoano, tomando o rumo que não deveria – de acordo com a Polícia Federal. 

O Ministério Público Estadual já solicitou a documentação apreendida ao superintendente da PF, Amaro Vieira. Assim como ocorreu na Taturana, a intenção é ingressar com Ações por Ato de Improbidade, na tentativa de ressarcir o erário.

É torcer para que o juiz, que irá apreciar as Ações do MP, tenha alguma celeridade. Até mesmo para o bem do Judiciário alagoano, que sofre fundadas críticas (com exceções) pela sua notória morosidade.

 

Postado às 9:53, Ricardo Mota 7 comentários postado em Geral |
30/10/2011 O psicanalista do teclado

Parece-me que uma infância mal resolvida há de nos cobrar por toda a existência a parte que haveria de lhe caber, e que ficamos devendo.

 É a surpreendente dedução a que pude chegar ao observar com mais acuidade o fluxo de “notícias” de uma das já “velhidades” da internet: o twitter. Há de se registrar que este é um bom caminho de comunicações curtas e sugestões de conteúdos mais interessantes, para os quais se busca compartilhamento.

Mas, por outro lado, eis um belo atalho para a infantilização de adultos, até de boa formação intelectual. Mais maduros, em tese, do que a garotada - que encontrou no computador o canal de contato preferido -, eles renunciam ao aprendizado de uma existência para expressar uma birra de menino mimado, mal-educado, que não admite ser contrariado. Daquele tipo que faz escândalo em supermercado. Arre! 

Celebridades, políticos, ministros, secretários, esportistas, estão quase todos lá, não apenas se manifestando sobre “as últimas” dos primeiros. Vão além: entram de sola sempre que se sentem provocados por um tema qualquer, em um processo de catarse, comparável – quem sabe? – a uma sessão com um psicanalista do teclado.

Os rasgos de sinceridade primitiva dos “famosos” vêm fazendo a festa da imprensa mais voltada ao entretenimento do grande público internauta. É um prato cheio de estultices e “denguinhos”.

Lá vem o iracundo senhor, incomodado com uma observação de “a” sobre o que “b” achou de “c”, espalhando bordoadas pela rede antes do final do primeiro ato: uma espécie de ejaculação precoce da pós-modernidade.

O que mais me impressiona é o fato de que não se dão tempo, nem mesmo o que seria minimamente necessário, para o processamento de uma informação, a metabolização da novidade, para, aí sim, dizer algo sobre ela. Mas, afinal, não somos todos muitos íntimos e compartilhamos dos mesmos interesses,  ainda que celeremente passageiros, quando nos vestimos de twitter man?

Temas da profissão, ou da vida privada da autoridade e/ou da celebridade, chegam ao teclado num impulso irrefreável, como se o tal (ou a tal) estivesse acometido por uma incurável bulimia de opinião.

Se os textos não são autoexplicativos e exigem justicativas posteriores e pedidos de perdão, é porque algo anda errado, e muito, nessa história. Palavras pobres, pobres palavras são – a dizer nada, a não ser da fúria incontida e lacerante do autor que busca a infância perdida.

Mas, pensando bem, ser “curto e grosso” pode sinalizar um sério e incômodo problema freudiano.

Postado às 5:00, Ricardo Mota 14 comentários postado em Geral |
29/10/2011 O verdadeiro tesouro da falsa elite

Já houve um tempo, que não vai tão longe, em que os compradores das coberturas nos prédios da orla marítima de Maceió eram praticamente os mesmos. 

Edifício novo, nova morada para velhos senhores – principalmente os empresários do setor sucroalcooleiro. 

Eis que aquilo que poderia ser uma boa nova tornou-se motivo de profunda indignação para a maioria dos alagoanos. Houve uma “democratização”, mas por vias tortas.

A riqueza dos novos proprietários foi forjada na pobreza da maioria – é o dinheiro público que financia a vida nababesca de picaretas de várias origens.

O desfile de carros de importados, as demonstrações explícitas de luxo e o esbanjamento de dinheiro se tornaram corriqueiros entre autoridades públicas que recebem salários medianos, quando não, medíocres.

Uma falsa elite que encontrou seu tesouro nos cofres públicos.

Veio o dedo da polícia (a Federal) para apontar: “Ladrões!”. E ladrões eles são, embora jurem de morte aqueles que ousem dizê-lo de público.

Guabirus, taturanas, rodoleiros – eis algumas das alcunhas que ganharam. Se por um tempo andam cabisbaixos, quando trocam as colunas sociais pelas páginas de polícia dos jornais, depois voltam a esbanjar e a demonstrar que continuam de bem com a vida.

Nunca se admitirão assassinos, quando assassinos são.

Abjetos personagens de uma história suja e fedorenta. Seu legado, para os que virão do seu próprio sangue, será de vergonha e asco.

Alguns de seus herdeiros haverão de saber o que já sabem, hoje, os seus filhos, seus pais, parentes e companhias mais frequentes – mesmo que não o digam: a fortuna dessa nova elite nasceu do furto.

 

Postado às 10:07, Ricardo Mota 54 comentários postado em Geral |
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