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20/11/2011 Segundo dia na Serra Gaúcha teve vinho, queijo e Nativitaten

Continuamos com nosso tour pela Serra Gaúcha. Na postagem anterior, você vê como foi nossa chegada às cidades de Gramado e Canela. Agora, o segundo dia de visitas.

O segundo dia na Serra Gaúcha foi dedicado a uma visita a Bento Gonçalves e Carlos Barbosa. Em Bento Gonçalves, terra das vinícolas, fomos a mais antiga delas: a Miolo, uma gigante brasileira na produção de vinho e espumantes. O passeio teve demonstração de como o vinho é feito, e o melhor, degustação de alguns exemplares, inclusive do premiado Merlot, eleito o melhor do mundo em sua categoria. Mas quem conta é a jornalista Renata Pais.

Nossas descobertas no Vale dos Vinhedos

Se você, assim como eu, não gosta de bebida alcoólica, pode achar que a visita a uma vinícola não é um dos melhores passeios na serra gaúcha. Mas, antes de ser simplesmente um momento para degustar vinhos, a visita à Vinícola Miolo é uma aula de cultura sobre o os hábitos e tradições dos imigrantes italianos na região sul do Brasil e o processo de produção do vinho – do cultivo nos parreirais até a chegada do produto no varejo brasileiro.

Única vinícola do país a cultivar uvas em outra região do país, – no Vale do São Francisco, no Nordeste brasileiro -, a história da Miolo no Brasil começa em 1897, com a chegada da família Miolo ao país. Sempre produzindo vinho com técnicas artesanais, apenas em 1994 o primeiro vinho da marca foi lançado no mercado. A partir daí, com investimento em tecnologia, a trajetória da marca alcança reconhecimento, tanto que o vinho brasileiro Merlot Terroir, produzido pela Miolo, representou o Brasil em concurso internacional e foi eleito o melhor vinho de sua categoria, concorrendo com 300 representantes de diversos países.

Sede da Miolo

Depois das informações técnicas e a visita às instalações da vinícola, a parte que desperta mais interesse aos visitantes é o mini curso sobre vinho, onde até pessoas como eu, que não entendem nada sobre a bebida, conseguem aprender as regras básicas para apreciar e adquirir um bom vinho.

E já que falamos em compras, o passeio termina com uma visita ao varejo da vinícola, onde o visitante pode comprar, por exemplo, os vinhos degustados e mais uma infinidades de produtos, desde saca rolhas, passando por queijos e até creme hidratante feito à base de uva.

De Gramado até o Vale dos Vinhedos, que compreende as cidades de Garibaldi, Bento Gonçalves, Monte Alegre, são 120 Km, por isso mesmo, neste dia, o turista precisa acordar cedo para pegar a estrada!

Sede da Miolo

O Tour Uva e Vinho, feito com os guias da Brooker – uma empresa de receptivo com sede em Canela e 15 anos de atuação na Serra Gaúcha –  inclui ainda a visita à fábrica da Tramontina e a queijaria de Álvaro Guerra, no município de Carlos Barbosa. Na queijaria é impossível seguir o regime. O blog também esteve lá e o jornalista Marcus Toledo conta agora os pecados da gula que cometeu.

Tonéis de aço inox onde o vinho fermenta

 

Tonéis de carvalho, segunda etapa da fermentação

 

Parreiras

O Homem que entende de queijos

Quando chegamos a Carlos Barbosa, ficamos surpresos com o interesse das pessoas em nos apresentar a pequena loja de seu Álvaro Guerra, um italiano com sotaque carregado. Ao entrar no estabelecimento (Fetina de Formaio – “fatia de queijo”, na gíria local), matamos a charada: seu Álvaro é um expert em queijos caseiros, produzidos num pequeno laticínio de propriedade da família.

Seu Álvaro Guerra

Seu Álvaro faz questão de mostrar aos clientes pequenos segredos da produção e conservação de cada queijo, além dos melhores acompanhamentos. Entre os destaques, um queijo itálico que amadurece dentro do vinho, queijos com tomate seco, alho e salsa, orégano e pimenta, além de exemplares tipos gouda e grana. Nosso especialista explica tudo em detalhes, e faz questão de distribuir lascas de queijo pra todo mundo. De quebra, ele dá dicas de conservação do queijo, que inclui até raspar as partes mofadas e consumir o restante sem risco de um uma infecção intestinal.

Mas não para por aí. Seu Álvaro também é craque com os salames. Em especial, o de Javali, que ele garante derreter na boca sem precisar mastigar. Tanto amor de seu Álvaro pelos queijos e salames quase que obriga o visitante a comprar alguns exemplares dos produtos, se possível, acompanhado do vinho produzido com uvas sem agrotóxico, outra especialidade da casa.

Loja de seu Álvaro

 

 

Enfim, um passeio muito agradável, inclusive pro paladar.

Os segredos de seu Álvaro para a conservação dos queijos

1 - Proteja o queijo da luz e do sol
2 – Queijo não estraga; queijo mofa – lave o recipiente (tipo Tuppeware) com álcool de vez em quando e os queijos com conhaque  ou água e sal
3 – Só congele quijos fundidos (processados)
4 – Tire-os da embalagem uma hora antes de servi-lo. Alguns queijos fazem um casca melequenta devido ao linens (bactéria da maturação do queijo). Raspe delicadamente.
5 – Mofo é um processo de maturação. Raspe o excesso, passe um pano limpo e consuma-o normalmente.

NATIVITATEN

A noite foi dedicada a um dos grandes espetáculos do Natal Luz. Produzido no lago Joaquina Rita Bier, em Gramado, o show é uma mistura de dança das águas e espetáculo pirotécnico, ao som de corais e cantores líricos. A produção é caprichada. Os cantores ficam em balsas no meio do lago, enquanto chamas e raios lasers iluminam o cenário. O coral de 100 crianças é tocante.

O Nativitaten conta o surgimento do mundo segundo a fé cristã e a paixão de Cristo. São seis atos que realmente emocionam pela beleza e riqueza da produção, com duração exata de uma hora. O público pode ficar em arquibancadas e camarotes (50 reais a entrada mais barata) ou por trás das grades de proteção, sem pagar nada, mas com a visão prejudicada.

Espetáculo do Nativitaten

Só não dá pra escapar do frio de rachar. Como é um espaço muito aberto, as correntes congelantes de Gramado conseguem transpor quaisquer agasalho, touca, cachecol e luvas que você esteja usando. Pra complicar, gotículas voam a todo tempo dos chafarizes que integram o espetáculo, tornando a noite ainda mais gélida. Mas tudo pelo Natal.

Cantores em plataforma no meio do lago

 

Público interage com velas nas mãos

 

 

 

Postado às 8:00, Marcus Toledo 1 comentário postado em Geral |

Uma resposta para “Segundo dia na Serra Gaúcha teve vinho, queijo e Nativitaten”

Ana Cristina escreveu:

29/01/2012 as 14:19

Estive ano passado (dezembro de 2011) com minha família em Gramado conferindo tudo o que está postado aqui nas reportagens. É realmente encantador. Uma experiência impossível de ser descrita, pela sua magia e beleza. O espetáculo do Nativitaten é emocionante, maravilhoso. Recomendo a todos!

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