Seguimos com nosso passeio. O terceiro dia foi cheio de descobertas e belas imagens
O blog começou o terceiro dia visitando um dos pontos turísticos de Gramado (RS): o Lago Negro, cuja beleza foi construída em cima das cinzas. Eu explico. O vale onde se encontra o lago chamava-se Bom Retiro e pertencia a tradicional família Bier. Mas um incêndio que durou oito dias, em 1942, dizimou a vegetação e boa parte dos bichos. Foi aí que Leopoldo Rosenfeldt, rico morador da região, decidiu construir o lago e decorar as margens com árvores importadas da Floresta Negra, na Alemanha. Daí o nome.
As águas são bem escuras, por conta da decomposição da matéria orgânica. Com isso, é possível ver refletidos no lago os pinheiros e azaléias coloridas que margeiam o local. Como tudo em Gramado, a área é muito, muito bem cuidada. Não há lixo no chão nem bancos quebrados. É comum ver famílias sentadas na grama bem cortada, fazendo piquenique ou apenas apreciando a imensa beleza do parque. Um restaurante fornece almoço e lanches e há também uma loja de conveniências. O grande barato – em Gramado, “barato” não passa de uma gíria – é passear nos pedalinhos em formato de cisnes e caravelas. O Lago Negro possui ainda uma trilha agradável por meio do verde para que não vive sem uma caminhada.
Informações:
Área do Parque Lago Negro – 89.336m²
Área do Lago Negro – 17.470m²
Extensão da Trilha de Caminhada – 740m
Profundidade máxima do Lago – 14m
Endereço:
Rua A. J. Renner, no Bairro Planalto
Aberto diariamente durante 24 horas
Mini Mundo – Fantasia Gigante
Saímos do Lago Negro para conhecer um lugar encantador para crianças e adultos. Uma área onde a fantasia toma conta da gente. Onde todos sorriem, se supreendem a cada passo, a cada observação.
O Mini Mundo surgiu da iniciativa do casal Otto (alemão) e Ritta (brasileira), que chegou no Brasil em 1952 fugindo da Europa em guerra. Era, de início, um lugar para os netos brincarem. Um pequeno Reino da Fantasia, com minuaturas de predios que impressionam pelo cuidado nos detalhes. Mas, assim como os netos de Otto e Ritta, a brincadeira cresceu, e a pequena vila se transformou numa cidade, com usinas, indústrias, castelos, igrejas, portos e aeroportos, tudo 24 vezes menor que o tamanho natural. A família Höppner achou pouco e ainda decidiu colocar movimento nas mini cidades. Assim, trens maria-fumaça e bondes circulam para cima e para baixo, encantando ainda mais os visitantes. “As construções ganham vida através da sonorização e da presença de cerca de 2.500 mini-habitantes, também em escala reduzida, e suas ferrovias, rios e estradas permitem a integração do centro aos bairros e áreas rurais. Um lugar que nos faz sentir gigantes!”, diz o site da atração.
Coisa mais comum no Mini Mundo é ouvir os “oh!” e “ah!” dos visitantes, tamanha a surpresa. Para completar, os ursinhos Gui e Ana, além da bruxinha Ju e do Limpador de Chaminés, recepcionam as crianças. Por isso, quando vier ao Mini Mundo, descarregue antes a memória da máquina fotográfica. Fotos é que não vão faltar.
Endereço:
Rua Horácio Cardoso, 291
Funcionamento: 10h até às 18h.
Caracol e Cristais
Nosso terceiro dia contou ainda com uma visita ao Parque Estadual do Caracol, em Canela (RS), a cerca de seis quilômetros do Centro. São 25 hectares de vegetação natural, morros e vales profundos. O símbolo natural maior da cidade é a bela cascata do Caracol, formada pelo arroio (como os riachos são chamados por aqui) do mesmo nome.
O parque tem uma estrutura grandiosa, com caminhos entre o verde. O local é de fácil visitação, com placas indicativas por todos os lados, inclusive com os nomes de algumas árvores nativas. Há escadaria de ferro, elevador panorâmico com 27 metros de altura, churrasqueiras e restaurante. Ah!, e a visita dos simpáticos quatis, que de tão acostumados com o movimento vem comer na mão dos visitantes.
O parque está a 800 metros de altitude do nível do mar, proporcionando uma visão privilegiada da vegetação. Caminhado pelo lugar, é possível ouvir o apito do trenzinho conduzido pelo maquinista carinhosamente conhecido como Zé do Apito. O passeio narra um pouco da história da Imigração, das primeiras viagens de trem pela região e da importância da preservação da natureza. O trem leva os passageiros até a Vila dos Imigrantes, um lugar animado e divertido onde a bicharada vive os hábitos e costumes dos imigrantes alemães e italianos.
Vale à pena também visitar a única fábrica de cristal artístico do Rio Grande do Sul. Na Fábrica de Cristais, a produção é realizada ao vivo por dois artesãos, usando a milenar técnica de Veneza, na Itália. Ao sair da apresentação, somos brindados com um show room recheado de belíssimas peças, alguma custando mais de 13 mil reais.
Endereço do Parque do Caracol:
Rodovia RS 466
Endereço da Fábrica de Cristais:
Rodovia RS 115, Km 36
Grande Desfile de Natal
O dia cansativo, mas de belas descobertas, foi encerrado com o Grande Desfile de Natal, um dos mais esperados acontecimentos do Natal Luz. O evento lembra os desfiles de escolas de samba, com alas fantasiadas, performances e carros alegóricos.
O Grande Desfile começa pontualmente às 21h30, pela Avenida das Hostênsias, a via principal de Gramado. Mas antes, diariamente às 19h, acontece a cerimônia de acendimento da belíssima iluminação da avenida, com direito a fogos de artifícios de milhares de fotos feitas pelos turistas. A principal árvore de Natal, que se localiza em uma das rotatórias, é o principal foco dos visitantes. E haja fotos.
O desfile é dividido em seis alas: Abertura, Presépio, Doces, Brinquedos, Branca e Natal. São cerca de trezentas pessoas – entre atores, dançarinos e pessoas da comunidade – que transbordam felicidade pela noite fria de Gramado. Durante cerca de uma hora e vinte minutos passam pela avenida anjos, gnomos, patinadores, pirulitos e bolachas de mel gigantes, bonecas, ursinhos, palhaços, marionetes, soldadinhos de chumbo e até um presépio vivo.
O ápice, claro, é a passagem de Mamãe Noela e seus ajudantes, e de Papai Noel Noel, que segue em um trenó pomposo, cheio de brilho e luz. Sim! Tudo isso com muita neve artificial jogada pelas máquinas em torno da via. O desfile é feito especialmente para as crianças, mas os adultos também se enchem de fantasia.
Na noite em que acompanhamos o desfile, a lotação esgotou cedo e muita gente teve que assistir o evento em pé. Por isso, a administração do Natal Luz promeveu uma apresentação extra no dia seguinte. Aliás, a montagem das cadeiras e camarotes em plena avenida é um detalhe à parte. A estrutura possui rodas, e ao final do desfile, é ritarada da pista por uma caminhão. No outro dia, só um pequeno espaço da Avenida das Hostênsias continua ocupada. Uma excelete alternativa, uma vez que o desfile acontece a cada três dias, em média. A noite terminou com a alegria estampada nos rostos dos adultos, e o delírio na carinha da meninada.
2 respostas para “Terceiro dia em Gramado: cachoeira, um mundo em miniatura e o Grande Desfile”
Ro escreveu:
27/11/2011 as 15:15
ADOREI A MATERIA, ESTOU INDO MÊS QUE VEM E COM TUDO QUE VI AQUI SÓ ME DEIXOU COM MAIS VONTADE DE IR CURTIR O NATAL NESTE LUGAR LINDOOOO!
PARABÉNS!!
Ilma Cabral escreveu:
11/12/2011 as 21:21
Estive por lá na semana passada e é realmente uma viagem de sonhos!! Os espetáculos oferecidos (Nativitaten, desfiles)são fantásticos!!!A cidade é realmente turística, organizada e limpíssima.E fiquei pensando em nossa Maceió com recantos tão lindos, lagoas e praias de tirar o fôlego de quem as conhece e tão subutilizadas!!! Talvez um dia alguém desperte…

















































